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Como a pandemia de COVID-19 transformou a educação moderna

por Ghazi Triki · 3 min de leitura

Ensino online durante a pandemia

A COVID-19 obrigou muitas escolas em todo o mundo a fechar temporariamente. Mais de 1,2 mil milhões de jovens estão fora da escola em todo o mundo. Em consequência, a educação passou por transformações profundas, com a ascensão do e-learning, em que o ensino é feito à distância e através de plataformas digitais. Segundo a investigação, está demonstrado que a aprendizagem online melhora a retenção da informação e exige menos tempo.

Embora as taxas de infeção por COVID-19 variem de país para país, a pandemia levou ao cancelamento das aulas para mais de 2 mil milhões de crianças em 186 países. Com o abandono repentino da sala de aula em muitas partes do mundo, há quem se pergunte se a adoção da aprendizagem online continuará depois da pandemia e de que forma essa mudança poderá afetar o setor da educação a nível mundial.

Já antes da COVID-19 havia um forte crescimento e uma forte adoção das tecnologias educativas, com o investimento mundial em Ed-tech a atingir 18,66 mil milhões de dólares em 2019 e o mercado global do ensino online projetado para chegar aos 350 mil milhões de dólares até 2025. Sejam aplicações de línguas, tutoria virtual, ferramentas de videoconferência ou software de ensino online, a utilização aumentou de forma significativa desde a COVID-19.

Há quem considere que a transição não planeada e rápida para o ensino online, sem formação, com largura de banda insuficiente e pouca preparação, resultará numa má experiência de utilização que travará o crescimento a longo prazo. Outros acreditam que surgirá um novo modelo híbrido de ensino, com vantagens significativas.

Já houve transições bem-sucedidas em muitas universidades. A universidade «Linguas Vivas», por exemplo, conseguiu ensinar os seus estudantes online com mais eficácia graças ao BigBlueButton e às suas funcionalidades pensadas para a educação. A Gulf University for Science and Technology (Kuwait) passou para o ensino online em março de 2020, com esta plataforma de webconferência open source.

Há provas de que a aprendizagem online pode ser mais eficaz em vários aspetos para quem tem acesso à tecnologia adequada. Segundo vários estudos, os estudantes que aprendem online retêm entre 25 e 60% mais conteúdo, enquanto os que aprendem numa sala de aula retêm apenas entre 8 e 10%. Isto deve-se sobretudo à capacidade dos estudantes de aprender mais depressa online: o e-learning exige menos 40 a 60% de tempo de aprendizagem.

A eficácia da aprendizagem online varia, no entanto, consoante a faixa etária. É consensual que as crianças, sobretudo as mais novas, precisam de um ambiente estruturado, porque se distraem com mais facilidade. Para tirar o máximo partido da aprendizagem online, é necessário um esforço concertado para criar esse enquadramento, que deve ir além da imitação de uma aula presencial com recurso ao vídeo. Em vez disso, podem ser utilizadas várias ferramentas de colaboração e abordagens de envolvimento que promovam a inclusão, a personalização e a inteligência, precisamente o que o BigBlueButton oferece com as suas ferramentas e funcionalidades pensadas para a educação.

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